Biografia¹
Courtney Love é e sempre será sinonimo de polêmica devido a sua personalidade explosiva. Ame-a ou odeie-a. Courtney não tem papas na língua, arranjando encrencas por onde passa e sempre aparecendo nas páginas policiais, seja por problemas com drogas, invasão de propriedade privada ou qualquer outro motivo.
Sua vida foi marcada por confusões, glórias e tragédias. Nascida em 9 de Julho de 1964, foi criada no distrito de Haight Ashbury, em São Francisco, que era ponto central do movimento livre. Seus pais pouco tinham em comum,exceto pela filha que aparentemente era um anjinho. Hank e Linda se separaram meses após o nascimento de Courtney.
Courtney era uma criança tranquila e feliz mas logo começou a agir diferente dando chiliques durante o dia e tendo pesadelos durante a noite. Seu pai foi acusado por amigos de Linda de ter dado LSD a ela quando ela tinha 2 anos num tribunal em São Francisco. Nada foi provado e Hank negou a acusação. Quando sua mãe se casou novamente Courtney ganhou duas irmãs, Nicole e Jaily. Sua mãe e seu padrasto ainda adotaram um garoto chamado Joshua. Nesse momento Courtney se sentiu colocada de lado.
Courtney enchia a casa com sua criatividade e já se mostrava uma grande líder comandando suas irmãs em suas brincadeiras. Em 1972 sua mãe e seu padrasto se separaram. Para Courtney, aos 7 anos, era a segunda separação. Courtney era muito ligada ao padrasto e o divórcio foi muito difícil para ela. Nesse momento Linda se casou pela terceira vez, o que não foi nada bom para Courtney.
Courtney e sua família se mudaram para a Nova Zelandia e Courtney se tornou uma criança muito problemática porque não gostava do lugar. Depois de 3 anos Linda não aguentou mais e colocou Courtney num internato para meninas. Em apenas alguns meses de permanencia Courtney foi expulsa por mal comportamento. Motivo: era problemática demais, ficava sem roupa e andava descalça.
Linda mandou Courtney de volta para Oregon para viver em uma fazenda para crianças. Mais tarde Linda voltou com os filhos para Oregon e Courtney continuou no reformatório. As coisas pioraram quando Courtney aos 13 anos descobriu a banda de rock feminina The runaways. Courtney adotou a imagem de garota rebelde que a banda passava e em 78 foi presa por roubar uma camiseta do Kiss em uma loja.
Ela acabou sendo mandada para um centro de recuperação infantil com 14 anos. Logo após sair do centro de recuperação, Courtney aos 16 anos começou a trabalhar como dançarina no mais antigo clube de strip tease de Portland. Em 1981 Courtney decidiu monntar uma banda com duas amigas mas a banda acabou antes de terem tocado ao vivo.
Numa noite quando ela estava trabalhando a banda mais famosa da cidade subiu ao palco, o Theater of Sheep, e Courtney começou a namorar o vocalista da banda. O verão de 85 foi muito sombrio para Courtney; o uso de pílulas e champagne se intensificou para algo muito mais forte. Em setembro de 1985 Courtney conseguiu um papel no filme "Sid e Nancy". Ela interpretaria a namorada de Sid vicious, mas os produtores deram o papel para outra atriz e para ela sobrou uma ponta. Nos anos 80 Courtney se encontrava no mundo das drogas, sem banda e com péssimas amizades.
Em 1989 ela pegou um ônibus para Los Angeles determinada a montar uma banda e se tornar uma estrela. Courtney colocou um anúncio num jornal de música de LA enquanto dançava num clube local. Finalmente o telefone tocou, e era o guitarrista Eric Erlandson. Courtney e Eric chamaram a baixista Jill Emery e a bateirista Caroline Rue. A banda foi batizada de Hole.
No outono de 1989 o Hole estreou no Rodgers, em Hollywood. O primeiro single do Hole foi Retard girl e a banda despontou no cenário underground fazendo uma turne nacional. Em Chicago Courtney se juntou ao líder do Smashing Pumpkins, Billy Corgan. Os dois tiveram um romance estilo rock n`roll mas Courtney ainda estava pensando num garoto chamado Kurt que ela vira em um show. O Hole em 1990 fez muito sucesso no mundo underground e ganhou fama em todo país.
Em maio de 1991 Courtney deu um tempo nas gravações do primeiro álbum e foi assistir a um show da banda L7 ao qual Kurt Cobain, da banda Nirvana, também foi. Naquele momento o casal tinha outras pessoas em suas vidas, mas fizeram um profundo contato naquela noite. O primeiro álbum do Hole, "Pretty On The Inside" foi lançado e recebeu ótimas críticas imprensa. Uma semana depois saiu o álbum de estréia do Nirvana. Pouco depois Courtney terminou com Billy Corgan e começou a sair com o líder do Nirvana.
No final de 1991 Kurt e Courtney ficaram noivos. Esse momento feliz foi interrompido pela pressão do sucesso de Kurt e pelo antigo vício. Por causa do problema com as drogas o casal perdeu a guarda da filha Francis Bean, após Courtney dar uma entrevista à revista Vanity fair onde dizia ter consumido heroína durante a gravidez.
Em 1993 o casal recuperou a guarda da filha. Em meados de 94 foi lançado "Live through this", considerado o melhor álbum do ano por alguns críticos. Apenas quatro dias depois foi encontrado o corpo de Kurt Cobain em sua mansão. Até hoje discute-se se foi suícidio ou se ele fora assassinado por Courtney.
Em 1998 Courtney juntou sua banda para as gravações do cd "Celebrity Skin". As gravações tiveram a participação de Billy Corgan que compôs algumas canções. O álbum recebeu uma série de elogios da crítica mas os fãs que estavam mais acostumados com o lado mais roqueiro da banda não aprovaram. Courtney começou a trabalhar em seu projeto solo e o seu álbum de estréia "America`s Sweetheart" saiu em fevereiro de 2004.
Biografia²
As críticas nunca foram justas em comparar Courtney Love com Yoko Ono – eles defendem que ela é uma mulher que teve a intenção de pegar carona no sucesso do marido (o falecido Kurt Cobain, do Nirvana). Ao contrário de Yoko, que sempre foi vista como a "mulher de Lennon", Love conquistou seu próprio espaço não em uma, mas em pelo menos dois setores importantíssimos no que diz respeito à arte: o cinema e a música. Love estrelou filmes de maneira brilhante como em "O Povo Contra Larry Flynt" e lidera a banda de rock "Hole", cujos discos têm conseguido boa repercussão de público e crítica. Portanto, com ou sem Cobain, uma coisa é certa: o sucesso de Courtney Love.
Após infância e adolescência conturbadas, ela surge na mídia fazendo pontas em filmes como "My Own Private Idaho", de Gus Van Sant.Paralelamente ela começa a cantar em bandas da Bay Area de São Francisco, incluindo os músicos que mais tarde formariam o Faith No More. Seu primeiro papel de destaque foi no filme de Alex Cox, sobre a vida do roqueiro Sid Viscius, "Sid & Nancy", onde interpreta a melhor amiga de Nancy. Nesta época o uso de drogas já fazia parte da vida de Hole. Já firmada no cinema, ela muda-se para Minneapolis onde conhece Kat Bjelland e formam a banda "Babies In Toyland" (formada apenas por mulheres). O que permaneceu aí foi o look que se tornaria sua marca registrada: pele branca pálida, lábios estupidamente vermelhos, cabelos loiros aguados com a raíz preta e vestidos inspirados em bonecas. Algum tempo depois de tocar com as Babies, ela é chutada do grupo por Bjelland e assim retorna à Califórnia, desta vez para Los Angeles, onde tem dificuldade de arrumar emprego como stripper, pois era "um pouco gorda". Muda-se então para o Alaska, onde é apreciada pelos pescadores que lá vivem. Em 89 retorna à L A, onde forma a banda "Hole", que até hoje continua na ativa. O primeiro álbum, o modesto "Pretty On The Inside", vendeu mais do que o primeiro do Nirvana, "Bleach", naproporção 2 para 1. O Nirvana lança seu disco de mais sucesso, "Nevermind", encabeçado pelo mega-hit "Smells Like Teen Spirit" e Courtneyrealiza seu desejo de assistir um show da banda e acaba conhecendo Cobain.
Após um curto tempo de flerte, eles casam em 92, tornando-se o casal grunge da vez. Apesar disto, sua identidade fica ocultada pelo estrondoso sucesso do marido. Boatos sobre o intenso uso de drogas do casal apareciam diretamente na mídia.A revista "Vanity Fair" destacou que Love estava viciada em heroína durante a gravidez de sua filha, Frances Bean. O serviço de proteção ao menor chegou a investigar sua vida e por pouco não tirou a guarda de sua filha. Passado um ano agindo como um pai feliz, Kurt Cobain já não podia mais manter a pose e assumiu sua depressão e seu vício em drogas, tendo como consequência final o suicídio (uma bala na cabeça) devido à tanta pressão vinda de todos os lados. Love, inconformada, foi às câmeras e declarou que o marido era um "cuzão" pelo que fez. O título do próximo álbum do "Hole", que saiu uma semana após a morte de Cobain, soou como algo profético: "Live Through This" (Passando Por Isso).
Dois meses depois, quem morreu de overdose de heroína foi a baixista da banda, Kristen Pfaff. O sucesso deste álbum foi, pelo menos, um consolo para Love. Revistas especializadas como "Rolling Stone" e "Spin" elegeram o álbum como o melhor disco do ano. A presença forte e o carisma de Love atraiam atenções. Suas apresentações incluíam desde se cortar propositalmente até mergulhos no público, que amparava sua queda extasiado, Não dispensando, é claro, arrancar alguns pedaços de sua roupa. Courtney Love costumava se apresentar bêbada, alguns dizem que isso faz parte da performance. Sua tragédia pessoal não manteve ela por baixo, entretanto. Desde a morte de Cobain, em 1994, Love esteve em contato com roqueiros como Billy Corgan, dos Smashing Pumpkins, Trent Reznor, do Nine Inch Nails, Evan Dando, do Lemonheads, além do ator Edward Norton, seu colega de elenco no filme já citado, "O Povo Contra Larry Flynt". Justamente após a realização deste filme, Love recebe diversas propostas para voltar à telona, e o faz em filmes como "Feeling Minessota" e "Man On The Moon". O último álbum lançado pelo Hole foi "Celebrety Skin", que vem fazendo sucesso, puxado pelo hit "Malibu". Enfim, pode-se perceber que a crítica nem sempre é justa em suas análises. Certamente com Courtney Love é uma destas vezes.
Biografia ³
9 de julho de 1965, nasce Courtney Love. Em janeiro do mesmo ano Linda Risi, e Hank Harrison - roadies do Grateful Dead até 1972 - se divorciam. Em janeiro de 1972. Courtney e sua mãe se mudam para a Nova Zelândia, o começo de um período nômade na vida de Courtney, elas mais tarde se mudam para a Austrália, depois disso Courtney vai viver com amigos em Portland, Oregon.
Na escola estava sempre arranjando problemas. Quando tinha 12 anos, encontraram em sua mochila uma garrafa de vodka, e aos 14 ela foi expulsa da escola por beber constantemente. Seu apelido era pee girl (mijona), por que sua mãe não lavava seus vestidos, que cheiravam a urina. Courtney roubava lojas e era pega com frequência, uma vez foi pega roubando uma camiseta do Kiss e então foi mandada para o reformatório.
Foi quando ela começou a se interessar por música (amava Sex Pistols), então Courtney começa uma banda de curta duração, Sugar Babylon. Seu comportamento anti-social e irregular leva seus amigos de Oregan a pedi-la para sair de casa.
Uma grande quantia de dinheiro é deixada para Courtney depois da morte de um parente rico. Aos 16 anos ela decide viajar o mundo. No meio do caminho, ela fica sem dinheiro, então ela começa a fazer strip tease para voltar;
Courtney baixa em San Francisco, e entra para uma encarnação bem nascente do Faith No More, como vocalista. Ela não fica muito tempo, e retorna a Portland, onde começa a banda Sugar Babydoll com Kat Bjelland e Jennifer Finch, que mais tarde achariam a infâmia riot-grrrrl com Babes in Toyland e L7, respectivamente.
Courtney se junta a Kat numa primeira versão do Babes, mas é chutada, devido a sua péssima incapacidade musical. Ela também aparece num episódio de Quincy, um drama patológico, com uma não creditada "punk rock girl";
Queimada na música, Courtney se dedica para a encenação. Ela faz um teste para o papel de Nancy Spungen no filme de Alex Cox, o biográfico Sid & Nancy, mas ao invés disso, ela recebe o pequeno papel de Gretchen, amiga de Nancy. Love impressiona o diretor Cox o suficiente com seu desempenho, entretanto, a levam ao papel da gorducha Velma no filme subsequente de Cox, Straight to Hell;
Durante esse tempo, ela também prestou atenção na atividade da barulhenta cena musical de New York. Uma banda chamada Sonic Youth chamou sua atenção em especial. Essa banda acabou se tornando uma grande influência em seu desenvolvimento musical.
Chateada com algumas poucas ofertas para papéis pequenos, Courtney resolve formar sua própria banda;
Courtney vai a um show de uma banda de Portland, The Dharma Bums, com abertura da desconhecida banda de Seattle, Nirvana.
Cobain rouba um gole de cerveja do copo de Courtney, o que leva os dois futuros totens do rock alternativo a se encarar tensamente. Courtney se interessa;
Tendo resolvido que Los Angeles era um bom lugar para encontrar músicos parecidos com ela, colocou um anúncio num jornal local. Um dos que responderam ao anúncio foi um guitarrista canadense chamado Eric Erlandson. Ele era alto, magro, e tinha cabelo comprido, liso. Ele e Courtney imediatamente se entenderam.
Depois de algum tempo, mais dois componentes foram aprovados. A baterista Caroline Rue e a baixista Jill Emery. Courtney afirma nunca haver determinado que a banda seria predominantemente feminina. Segundo ela, o que afastou os homens de se juntarem à banda foi somente sexismo da parte deles. Existem várias versões para justificar o nome Hole. A história mais comum é de que Courtney tirou o nome da banda da tragédia grega Medéia, de Eurípides. O "buraco" se refere ao vazio interior, e é mencionado várias vezes ao longo da peça. Outra versão é de que a mãe de Courtney costumava lhe dizer: "Você não pode andar por aí com um buraco dentro de você". A última versão tem a ver com a tal imagem "bagaceira" de Courtney.
Com a formação completa, o Hole começou a ensaiar, e rapidamente começaram a aparecer na cena club de Los Angeles. O grupo foi ganhando reputação e se integrando à cena alternativa local. Sua música era uma massa de som barulhento e distorcido e a performance de Courtney no palco era extraordinária.Courtney lembra: "A ambição geral era ser tão grande quanto o Sonic Youth ou os Pixies, mas você não podia ser tão grande como o Jane's Addiction - essas eram as regras".
Em março de 1990, a banda entrou num estúdio de Los Angeles Rudy's Rising Star, para sua primeira sessão. Quatro meses depois seu single de estréia foi lançado, Retard Girl. Foi lançado pela pequena mas altamente conceituada gravadora independente Sympathy For The Record Industry label. Courtney diz que é "o melhor selo da América". O single se tornou rapidamente objeto de culto. Em uma das primeiras entrevistas da banda, Courtney disse a Flip Side que "Retard Girl" é sobre ela: "As pessoas acham que essa música é sobre eu debochando de alguma garota retardada, mas é sobre mim! Sobre esse sentimento de alienação. Eu era tão quieta. Eu era a mais quieta de todas, mas mudei!".
Desde o princípio, a música do Hole não era apenas confrontacional mas também uma mostra de total honestidade. Enquanto a composição das músicas era quase sempre um esforço conjunto, frequentemente conduzido pelas idéias de Eric, Courtney era a responsável pela maioria das letras, das quais grande parte pareciam ser baseadas em traumas pessoais. Pouco depois de seu primeiro single, os membros da banda se mudaram para Seattle, chamando a atenção do popular selo independente Sub Pop.
A banda foi então para os estúdios da Rádio Tokyo gravar duas músicas para um possível single. O lado A seria "Dicknail" e o lado B, "Burn Black". Esse single foi lançado pela Sub Pop na primavera de 1991. Auxiliada pela alta execução na rádio por John Peel, "Dicknail" tornou o Hole uma das bandas mais cult na Inglaterra e na Europa Ocidental. Atraída pela atitude das Riot Grrrls, e em particular por Courtney Love, a gravadora de Madonna Maverick Entertainment tentou contratar a banda. Courtney rejeitou a oferta: "O mundo não é tão grande para que Madonna seja a minha patroa". Foram então para Los Angeles gravar no Music Box Studios e escolher um produtor. A banda optou por Don Fleming, guitarrista do Gumball, e Kim Gordon baixista do Sonic Youth. O primeiro álbum do Hole Pretty On The Inside foi lançado em agosto de 91. O assustador barulho saindo dos auto-falantes seriam suficientes para deixar algum ouvinte de música pop desavisado em pânico. O álbum começa com Courtney gritando, "quando eu era uma vagabunda adolescente" sobre um ritmo lento e pesado. Era a parede sonora dos delicados porém distorcidos-até-não-poder-mais arpejos da guitarra de Eric machucando os ouvidos mais sensíveis. O single Dicknail se infiltra na Inglaterra, um dos quais cai nas mãos de Edwin Pouncey, do NME. "Hole é a melhor banda que apareceu na Sub Pop em um longo tempo" oferece, chamando o disco de uma "porrada entorpecedora de mente";
Num show do Butthole Surfers, Courtney encontra Kurt pela segunda vez. Eles rapidamente começam a sair juntos;
O tom provocador continua na mesma veia na perturbadora "Babydoll" e "Good Sister/Bad Sister". Pretty On The Inside é agressivo e pesado, porém sem um certo humor - elemento que frequentemente passa despercebido no trabalho do Hole - como o uso de "Rhiannon", do Fleetwood Mac, na faixa "Starbelly". Ouvir Pretty On The Inside é considerado "uma experiência auditiva 'não tão fácil'".
As letras violentas de Courtney dão ao já assustador barulho ainda mais poder.
Temas como sexo, violência, auto-flagelação, drogas, feminismo, e decadência física e mental são despejados como banalidades num estilo de vida onde hábitos extremo são comuns. Pretty On The Inside cobre todos esses tópicos e mais em 38 minutos e 31 segundos de emoção crua. O álbum vendeu pouco, conseguindo uma posição baixa nas paradas americanas. Por outro lado, foi recebido com entusiasmo pela imprensa alternativa.
Pretty on The Inside é lançado no Reino Unido pelo selo City Slang, e fica em #59. "Hole é o pesadelo babilônico mais feio de Hollywood que toma vida," relata o NME, numa resenha que ganha 9/10. "Seguindo a tradição grandiosa dos álbuns de estréia de Patti Smith's Horses e The Ramones, Television e The New York Dolls, Pretty on the Inside está numa classe própria." Pouco tempo depois, Rue e Emerly saem do Hole para seguir outros interesses musicais, Courtney recruta os serviços da baterista Patty Schemel e da baixista Leslie Hardy;
Pouco depois do lançamento de Pretty On The Inside Caroline Rue e Jill Emery deixaram a banda.
Não foram divulgados os motivos. Jill foi tocar na cotada Mazzy Star. A banda logo arrumou outra baterista, Patty Schemel. A bateria poderosa de Patty se tornou elemento importante no desenvolvimento do Hole. Patty também se tornou a primeira mulher a aparecer na capa da Drum World.
Courtney descobre que está grávida de uma filha de Cobain. A notícia faz com que ela pare imediatamente seu uso de heroína, que ela vem experimentado junto com Cobain. Ela calcula que seu hábito é de aproximadamente $20 por dia; o vício do Cobain, entretanto, é mais sério;
Em fevereiro de 1992, Courtney casa com Kurt em Waikiki, Hawaii, usando um antigo vestido de laços que pertenceu à infame atriz de Seattle, Frances Farmer; Em agosto Courtney dá a luz à Frances Bean Cobain, e leva quase um ano para assegurar ao casal manter a custódia de sua filha, depois de alegações de que Courtney tomou heroina durante sua gravidez e que o casal não serve para ser pais. Pelos próximos dois anos tais alegações vão vir a tona repetidas vezes, com o casal sendo ameaçado por várias publicações de autores com potenciais biografias arrasadoras;
Com nova baixista, Leslie Hardy, a banda passou o ano de 1992 ensaiando uma turnê para promover seu álbum. Fizeram uma grande quantidade de shows nos EUA e na Europa. Durante esse período nenhum material novo foi gravado então a City Slang lançou "Teenage Whore" como single com a faixa não-lançada "Drown Soda". 1992 foi um ano importante para a banda que agora era bastante aclamada. Courtney estava se tornando uma celebridade com toda a justiça.
Hole lança Beautiful Son, sua capa retrata um Kurt Cobain adolescente em toda sua inocência. O Single alcança #54;
Em 93 o Hole estava de volta aos estúdios. Fizeram contato com a DGG Records. Leslie Hardy havia deixado a banda e sido substituída por Kristen Pfaff. Pfaff era a ex-baixista da banda independente Janitor Joe, que havia gravado vários álbuns na Amphetamine Reptile. Courtney e Eric a descobriram num pequeno show e a convidaram para a banda. Segundo Eric, Kristen se encaixou na mesma hora. Os dois viriam a desenvolver uma relação muito próxima. Foi com essa formação que eles sentiram que haviam se tornado uma banda de verdade.
As gravações iniciais se deram quando Courtney ainda estava sob pressão intensa da mídia, de sua relação com Cobain, e seus problemas com drogas. O produto final não a agradou muito. Courtney disse que o álbum não saiu tão bom como poderia ter saído. Ela disse: "Era eu em três rodas... eu não tinha uma quarta para trabalhar". Também comentou: "Uma das coisas que aprendi no último ano foi como escrever músicas". Nos últimos dois anos Courtney tinha sofrido uma certa influência de Kurt Cobain. Live Through This ainda é creditado como um dos mais passionais e raivosos álbuns. Nesse álbum Eric prova que é capaz de passar de suaves e delicados acordes acústicos para seus tradicionais power chords distorcidos sem dificuldade. Os gritos de Courtney em "She Walks On Me" evocam a agressão dos trabalhor anteriores do grupo. Esse álbum é mais "fácil de escutar" do que Pretty On The Inside. Comparando os dois discos, Eric comenta: "É mais fácil quando a música é mais suja e agressiva, mas agora nós fizemos um disco pop". A última música "Rock Star" é uma música antes conhecida como "Olympia", inspirada na banda Bikini Kill. Em "Olympia" Courtney canta: "O que você acharia de estar no Nirvana? - barril de risadas no Nirvana... Eu acho que você preferia morrer". Live Through This chegou às lojas no fim de março de 94.
A Rolling Stone disse: "Love nos entraga punk não só tão insinuante como o do Nirvana mas também corrosivo como o dos Sex Pistols". Miss World é lançado como primeiro single de Live Through This. Alcança #64. Numerosas revistas elegeram Live Through This o disco do ano e o Hole foi fazer uma turnê na Europa para promover o álbum. Tudo foi cancelado quando o corpo de Cobain é descoberto sem vida a casa deserta de Love e Cobain em Seattle, vítima de um tiro, desparado por ele. Dias depois, Courtney lidera uma emotiva multidão de fãs para uma catártica despedida ao líder do Nirvana, pedindo a esse povo que o chame de 'cuzão' pelo que ele fez, e lê em voz alta e faz comentários sobre sua nota de suicídio. Courtney Love se tornou a mais famosa viúva do mundo desde Jackie Kennedy.
O título de Live Through This (tirado da música Asking for It, onde Courtney canta, "Se você superar isso comigo/Eu juro que morrerei por você") toma um novo tom macabro, enquanto o album é lançado 11 dias depois que a notícia do suicídio de Cobain roda o mundo. Alcança #13, como o NME nota, numa resenha publicada pouco tempo antes da descoberta do corpo de Cobain, "Estou aliviado que Courtney Love não transformou Live Through This num show de horrores 'Estou-com-a-banda-Nirvana...' LTT é uma ópera pessoal mas sigilosa trash-pop de niilismo urbano e pensamentos passionais." O álbum ganha 8/10.
Doll Parts é lançado como single. Alcança #16, o NME elogia o single, dizendo, "Quando Courtney está nesta forma, dá vontade de ligar pra ela e me oferecer como babá." O single é acompanhado por uma turnê sold-out pelo Reino Unido, com o Hole fazendo um show tumultuado no Brixton Academy, que termina com Courtney pulando no moshpit e emergindo nua, enquanto sua banda joga todo o equipamento para fora do palco;
O ano horrível de Courtney se completa em 16 de junho de 1994, a baixista Kristen Pfaff foi encontrada morta na banheira de seu apartamento, com vários instrumentos para consumo de drogas ao seu lado. Overdose de heroína. Ela tinha só 24 anos. Sua morte atingiu especialmente a Eric, que tinha passado um bocado de tempo tentando convencê-la a fazer um tratamento de reabilitação. Mais uma vez o Hole teve que juntar seus pedaços.
Billy Corgan, dos Smashing Pumpkins, ex-namorado de Courtney, ajudou a achar uma nova baixista. Ele sugeriu a canadense Melissa Auf Der Maur, que havia tocado numa banda chamada Tinker.
Em julho de 1995 o Hole toca na turne de 1995 do Lollapalooza, com procedimentos que se transformam num circo feio da imprensa. Courtney deixa a turne por se envolver numa briga com Kathleen Hanna, do Bikini Kill. Courtney também procura na Internet um consolo, mandando frequentes correntes conscientes de xingamentos para aqueles muitos que esperam dela palavras cada vez mais ásperas. O livro The Lollapalooza '95 Tour Journals lançado pela editora Soft Skull Press apresenta uma visão brilhante geral da turne pelos pontos de vistas dos muitos artistas que se apresentaram lá.
Violet é lançado como terceiro single de LTT. O single, lançado para preceder sua aparição cataclismica no Reading no mês seguinte, alcança #17;
Em agosto de 1995 o Hole toca no Reading Festival, Courtney Love é o centro de um sinsitro ciclone tumultuado da imprensa. Ela soca David Gedge, do The Wedding Present no rosto por ser amigo do ex produtor do Nirvana, Steve Albini; ela aparece em fotografias ilicitas amplamente divulgadas, se engraçando com Evan Dando do Lemonheads (que mais tarde foram desculpadas como sendo totalmente inocentes); ela farreou com Dando e Lou Barlow, do Sebadoh, que mais tarde teve um colapso nervoso, no palco enquanto sua banda tocava. Marca o fim de um período de loucura induzido por drogas para Courtney;
A City Slang relança Pretty on the Inside no Reino Unido. Ganha 7/10.
1996 foi um ano calmo para o Hole, salvo por seu cover para Gold Dust Woman do Fleetwood Mac para a trilha sonora do filme O Corvo - Cidade dos Anjos. Courtney recomeça sua carreira de atriz em aparições em filmes como Paixão Bandida (Feeling Minnesota, que teve seu título tirado da música Outshined, do Soundgarden) e Basquiat, e um desempenho universalmente aclamado como a esposa junkie-stripper de Larry Flynt em O Povo Contra Larry Flynt, de Milos Forman (durante as filmagens ela foi sujeita a provas diárias de drogas). Courtney ganhou um Globo de Ouro por este desempenho, e foi nominada para um Oscar; deixou muita gente de boca aberta em tais cerimônias com seu novo visual radical, de estilistas famosos, substituindo os vestidos de criança 'kinderwhore' de outrora;
O prazer que Courtney econtra em seu sucesso atuando é estragado pela descoberta que um tal britânico criador de documentários, Nick Broomfield está para explorar alegações de que Courtney pode ter assassinado Kurt em seu novo filme Kurt & Courtney (de fato, uma de suas fontes principais é o próprio pai de Courtney). Courtney luta contra o filme completamente, adiando para 1997 a versão de TV da BBC e faz com que ele não seja exibido no Festival de Filmes Sundance de 1998, e se recusa a comentar sobre ele em sua apresentação em 1998;
Setembro de 1997: A City Slang lança My Body The Hand Granade, uma compilação com uma capa criada por Courtney, na tentativa de juntar os pedaços do que deveria ter sido o cd do Hole lançado entre LTT e Celebrity Skin. No mesmo mês, o escritor Poppy Z Brite publica sua biografia de La Love, Courtney Love: The Real Story. Escrito com cooperação de Courtney, o livro é altamente aclamado, e dá uma reveladora introspecção brilhante dos anos anteriores de Courtney, assim como o ponto de vista de Courtney sobre as mais infamias turbulentas recentes vezes;
Em Março de 1998 o Hole vai à Londres gravar os intrumentos de corda do novo album Celebrity Skin. As sessões de gravação do álbum foram tipicamente repletos de intriga e drama; o ex de Courtney, Billy Corgan, do Smashing Pumpkins, pisa a bordo como produtor, e então subsequentemente deixa o projeto (ele recebe o crédito de ter co-escrito sete das canções), sendo substituido por Michael Bienhorn;
Setembro de 1998: O tão esperado single de Celebrity Skin é lançado. Ganha o título de Single da Semana e alcança #19. A baterista Patty Schemel deixa a banda, sendo substituída por Samantha Maloney, do Shift. Celebrity Skin, o album, é lançado. Alcança #11, e o redator do NME o premia com 8/10, numa resenha de pagina inteira."Ela nunca fará um melhor disco melhor que este," observa. "Dificilmete alguém vai.";
Em novembro de 1998, Courtney publicamente ataca Dave Grohl e Krist Novoselic, do Nirvana no jornal The Observer por nao a apoiarem perante os boatos que alegam seu envolvimento na morte de Kurt;
Janeiro de 1999: O Hole anuncia que estará abrindo a turne do Marilyn Manson pelos EUA, apesar dos comentarios de Manson sobre Courtney no ano anterior: "Courtney nunca se importou de me dizer 'oi' até que eu vendesse um milhão de discos. Ela é uma oportunista e eu não me consideraria seu amigo... o modo como ela vem se referindo a mim na midia me pareceu muito explorador. Não me interessa ser qualquer coisa para ela."
O Hole lança Malibu como o segundo single de CS, alcançando #22.
Em março de 1999 foi a última apresentação na turne com o Marilyn Manson. A banda sai da turne Rock Is Dead prematuramente depois de atritos entre as duas bandas;
Julho de 1999: Awful, terceiro single de CS, é lançado, alcança #44;
Em outubro de 1999, Melissa Auf Der Maur sai do Hole, amigavelmente, para se unir ao Smashing Pumpkins;
Courtney conta para o sensacionalista Howard Stern que quer o Hole fora da Geffen Records, e que o próximo album do Hole estará inteiro na Internet. É a primeira salva do que será uma longa e involvente batalha para Courtney enquanto ela procura fixar o lugar do Hole na rede, se engajando no quente debate sobre a cultura MP3 e Napster. Em mais declarações, ela destaca o que ela acredita ser o tratamento injusto de artistas pop nas mãos das gravadoras, e se identifica como fundamentalmente no mesmo lado que Lars Ulrich, baterista do Metallica (atualmente trazendo um caso em julgamento contra o Napster), enquanto duvida a eficácia de seus métodos; A segunda colaboração de Courtney com o diretor Milos Forman, o filme biografico de Andy Kaufman, O Mundo de Andy (Man on the Moon), é lançado, sendo muito aclamado;
Em 2000 A Geffen processa Courtney e Eric pelo rompimento de contrato depois que o Hole anuncia sua intenção a sair da gravadora, apesar de dever a Geffen mais cinco álbuns;Hole põe uma MP3 de Kurt e Courtney cantando uma versão demo de Asking for It, do cd LTT no website da banda, já carregado com faixas raras e ao vivo do Hole. No mesmo mês, a baterista Samantha Maloney tira um descanso da banda para tocar com o Motley Crue, depois que o baterista original teve que sofrer cirurgia de estômago de emergência. Courtney revela que escreveu seis novas canções para o próximo álbum do Hole, a ser lançado em 2001;Courtney inicia uma tempestade de rumores de que ela está para assinar contrato com o selo amigável da Internet de Alan McGee, o Poptones, depois de visitar seu clube em Notting Hill e conversar com o dono do selo e com Liam Gallagher do Oasis;
Notícias se espalham de que foi oferecido a Courtney um contrato de publicação com a HarperCollins para que ela escreva um livro sobre a indústria, seguido de seu discurso muito bem aclamado na Convenção Digital de Hollywood do mesmo ano. Também foi revelado que o Hole ainda tem que escolher uma baixista substituta para Melissa Auf Der Maur, e que a banda estará retornando ao estudio no outono a para gravar o sucessor de Celebrity Skin;
Em 2001 Courtney anuncia no forum do website do Hole que o novo disco da banda se chamará Bastard.O website do Hole anuncia que Courtney está fechando contrato com a Epitaph Records para montar e liderar uma banda punk feminina. Nomes ainda não foram citados.
Em setembro de 2001 Courtney anuncia sua carreira solo (Louise Post e Corey Parks decidem deixar o Bastard) com Patty Schemel.
A banda de Courtney e Patty fazem alguns shows (inclusive abrindo para o Jane's Addiction) e apresenta as novas músicas da banda. A Universal oferece a Courtney 18 milhões pela demo do Bastard.