Courtney Love - America's Sweetheart

Musicista. Compositora. Atriz. Ativista. Celebridade. Existem poucos artistas que se encaixam em todas as categorias acima, performers cuja vida e cujo trabalho são impossíveis de classificar. Há apenas uma Courtney Love.

"America's Sweetheart" é a altamente esperada estréia solo de Love, que vem em seguida aos dois lançamentos do Hole certificados platina pela RIAA, o clássico de 1994 "Live Through This" e o indicado ao Grammy "Celebrity Skin", de 1998. O álbum foi lançado em 10 de fevereiro de 2004.

O mais divertido disco de sua carreira, "America's Sweetheart" é Courtney pura e não-adulterada – crua e implacável, inteligente e descarada, franca e intransigente. Escritas por Courtney, e também em parceria com Linda Perry, músicas como a ultramega "All The Drugs" ou a bastante pessoal "Uncool", co-escrita por Love e pelo lendário letrista Bernie Taupin, são expressões da visão de mundo singular da compositora. O primeiro single volátil do álbum, "Mono", é uma rebelde afirmação pessoal, o grito de guerra de Love para a chamada Nova Revolução do Rock – "Is this the part in the book that you wrote where I gotta come save the day?/Did you miss me?"(Essa é a parte do livro que você escreveu onde eu tenho de vir salvar o dia?/ Você sentiu minha falta?)

Entre os muitos outros inesquecíveis momentos do disco está a suave "Hold On To Me". A faixa – produzida pelo presidente da Virgin e vencedor do Grammy Matt Serletic – é uma grande decolagem musical para Courtney e um destaque de carreira. A peça emocional principal de "America's Sweetheart" pode bem ser o épico "Sunset Strip". A música traz Courtney oferecendo uma perita dissecação dos sonhos L.A. de tempo corrido e vida curta, registrando "Look at me for the very last time/see if you find the life in my eyes/I won't fade, no way, not from sorrow." (Olhe para mim pela última vez/ veja se encontra a vida em meus olhos/ eu não vou desaparecer, não por tristeza)

"America's Sweetheart" foi produzido por um trio dos melhores colaboradores atuais de estúdio: Josh Abraham (Staind), Matt Serletic (matchbox twenty, Santana, Aerosmith) e o há muito tempo associado de Love James Barber (Ryan Adams). O álbum apresenta os vocais e guitarra de Love apoiadas por uma formação estrelar de músicos, incluindo os guitarristas Wayne Kramer (MC5), Scott McCloud (Girls Against Boys), Jerry Best (Dio), a baterista Patty Schemel (Hole, Motley Crue) e Kim Deal (Pixies, Breeders). O interesse de Love pelas artes estendem-se à parte gráfica – da arte no seu álbum até a história gráfica japonesa que ela estrela. A capa e boa parte da arte dentro de "America's Sweetheart" foi desenhada por Olivia (www.eOlivia.com), a primeira artista pin-up do mundo. Herdando o manto deixado por Vargas, Olivia tem feito exposições de sua arte não apenas pelos EUA mas também no Japão.

Enquanto isso, Courtney Love criou o que é sem dúvidas o definitivo álbum de seu já impressionante corpo de trabalho. Tão surpreendente quanto irresistível, "America's Sweetheart" deixa claro por que o mundo caiu de amores por Love.


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Curiosidades.